terça-feira, 4 de outubro de 2011

Uma Noite com duas lendas do Rock.

Whitesnake & Judas Priest

Citibank Hall, Barra, RJ 11/09/11

Por: Mick Michael

O título da resenha resume em poucas palavras o que aconteceu no domingo do dia 11 de setembro de 2011. Revivendo a parceria realizada em 2005, Whitesnake e Judas Priest estavam de volta ao Rio de Janeiro para presentear os fãs cariocas com mais uma noite memorável. Mais uma vez o lugar escolhido para esta linda celebração ao Hard e Heavy Metal foi o ótimo Citibank Hall, localizado na distante e isolada Barra da Tijuca. Exatamente uma semana depois de presenciarmos uma grande apresentação do Blind Guardian, na Fundição Progresso, no Centro do Rio, estávamos mais uma vez encarando outra fila, além das adversidades do tempo, que cismou em fazer cair uma chuvinha chata, daquelas que molha, mas não vem de vez. De fato é uma luta assistir a um show de alguma das suas bandas favoritas, mas na hora que você vê seus ídolos no palco, não tem jeito, todos os perrengues das horas antes da festa ficam pra trás. E não foi diferente dessa vez, apesar de que o maior aperto ainda viria depois do show, com uma madrugada torturante no frio, mas aí é outra história...

A abertura da casa pode ter ultrapassado a hora marcada no ingresso (apesar de ter sido apenas 10 minutos de atraso), mas a pontualidade britânica se fez presente e o Whitesnake iniciou sua apresentação exatamente às 21:30, surpreendendo o público carioca, já acostumado com atrasos em grandes shows. Utilizando uma produção mínima, que contava apenas com um pano de fundo com o logo da banda, além de terem usado apenas a metade do palco, que já tinha o cenário do Judas montando na parte de trás, a lenda do Hard Rock subiu ao palco de forma discreta, tendo a frente seu líder inigualável David Coverdale (vocal), mantendo toda sua postura de rockstar, cheia de poses, caras e bocas, além de um visual tipicamente Hard. Além de Coverdale, a banda também conta com os excelentes guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach, Michael Devin no baixo e o ótimo baterista Brian Tichy, todos bem competentes e performáticos. Depois de cumprimentar os poucos mais de 6 mil fãs presentes, iniciam o show com Best Years, do álbum Good to be Bad, de 2008, trabalho que marcou a retomada de David, que a tempos vinha num para-mas-não-morre com o Whitesnake. A recepção do público ainda foi contida, mas na sequência veio Give Me All Your Love, que animou mais a galera. Porém foi com as duas musicas seguintes que o Whitesnake elevou o êxtase de seus admiradores. Love No Ain’t no Stranger colocou o Citibank para agitar e Is This Love, maior sucesso comercial da banda, embalou o lugar num belo clima romântico. Vale lembrar que esse lance de acender os isqueiros já passou e a onda agora é iluminar o local com as luzes das câmeras e celulares!

Depois dos clássicos oitentistas era hora de mostrar as canções do novo trabalho, Forevermore, de 2010, que foi representado com Steal Your Heart Away e a faixa-título, que traz uma bela introdução em voz e violão, para depois entrar um ritmo mais candeciado. Algo que jamais fica de fora num show do Whitesnake são os solos individuais. Eles podem até deixar um clássico de fora, mas os solos de guitarra irão rolar, pode ter certeza! Para começar essa seção, que sinceramente dispenso nos shows, Doug e Reb fizeram um duelo de solos de guitarras, com cada um demonstrando um pouco de sua habilidade. Não foi tão chato, mas preferiria ouvir algum som antigo da banda. Depois o restante do grupo retornou ao palco para tocar a também recente Love Will Set your Free, e então foi a vez de Brian Tichy executar um espetacular solo de bateria, que de fato agradou o pessoal. Brian, que já vinha roubando a cena durante as músicas, fez voar baquetas para todo o lado e ainda arregaçou a bateria com as mãos! Mas também sejamos claros, para assumir o posto que já teve nomes como Tommy Aldridge e Cozy Powell, tem que ser fera mesmo. A volta trinfual com os hinos Here I Go Again e Still of the Night foi de arrepiar, com o público agitando de vez! Para tornar a noite ainda mais especial, David fez um cover de sí mesmo (!) ao cantar à capela Soldier of Fortune, e depois fecharam o show com uma fantástica execução de Burn, ambas do Deep Purple, grupo do qual o vocalista fez parte no fim dos anos 70.

Diante de uma contagiante animação dos fãs, o Whitesnake deixou o palco sob calorosos aplausos do público, inclusive de alguns fãs do Judas que haviam dito antes do inicio do show que a apresentação da banda de Coverdale era dispensável. Apesar de estar parecendo aquela nossa tia que ainda se acha gostosa, David continua cheio de charme e bem, apesar de ter mudado um pouco a maneira de cantar. Mas ele manteve a voz grave tradicional. Senti a falta de alguns clássicos obrigatórios, como Fool For Your Loving, Guilty Of Love e Standing In The Shadow, que poderiam ter entrado no lugar dos solos de guitarra, mas... Tudo bem, o show foi muito bom.

Chegava a hora de conferir o show do Judas Priest, uma das bandas mais significativas para a história do Heavy Metal. Com mais de 40 anos de carreira, o Judas decidiu que está na hora de sair de cena, pelo menos com grandes turnês mundiais e esta turnê, batizada de Epitaph tour, é a despedida do conjunto das grandes platéias. Em menos de meia hora tudo já estava montado para o Judas, com uma enorme cortina preta com o logo da atual turnê tampando a visão do palco.
Às 23:15 todas a luzes do Citibank se apagaram, deixando o clima bem legal. Sem mais, as cortinas caem e o Judas Priest inicia sua apresentação detonando com Rapid Fire, do clássico álbum British Steel, de 1980, o trabalho mais homenageado da noite. Com suas tradicionais roupas de couro, poses e gestos, Rob Halford (vocal), Glenn Tipton (guitarra), Ian Hill (baixo), Scott Travis (bateria) e Richie Faulkner (guitarra), este substituindo K.K. Downing, que preferiu se aposentar mais cedo, aumentaram a empolgação dos fãs com as clássicas Metal Gods e Heading Out the Highway, uma de minhas favoritas. Se o Whitesnake optou por fazer um show sem apelar para efeitos pirotécnicos, o Judas Priest não economizou e trouxe para o palco tudo o que tinham direito! Além de terem criado um cenário com correntes espalhadas por todo o lugar e algumas referencias a sua carreira, também havia muita fumaça, fogos, lasers, panos de fundos que mudavam de música para música e um telão que projetava imagens dos álbuns homenageados, entrem outras cenas com referencias às canções tocadas. Mesmo que tudo isso já tenham sido usado por bandas como o Kiss e o Iron Maiden, tudo se torna impressionante aos nossos olhos.
Halford se mostrou simpático ao cumprimentar os fãs e dizer algumas outras coisas, mas foi cantando que ele arrasou (inclusive com nossos tímpanos que levaram dias para se recuperar!). Mesmo já tendo passado dos 60 anos, o vocalista continua com um timbre incrível, cantando da mesma forma como ouvimos as músicas nos álbuns!
O show prosseguiu com Judas Rising, Starbreaker, Victim of Changes, Never Satisfied, Diamond e Rust, ótimo cover de Joan Baez, e Dawn of Creation. Para cantar Prophecy, Halford usou um brilhantíssimo sobre-tudo e um cajado em forma de tridente. Parecia mais o Gandalf, o brilhante (rs!). Night Crawler, a clássica Turbo Lover, executada num palco repleto de lasers, num dos efeitos mais bonitos do show, Beyond the Realms of Death, The Sentinel, Blood Red Skies e The Green Manaloshi foram a pedradas seguintes, até chegarmos num dos momentos mais aguardados da festa, com o mega hino Breaking the Law. Especialmente nesta música, Halford não entoou um único verso, deixando para o público a tarefa de cantar a canção. Um lança-chamas que soltava rajadas de fogo ao lado da bateria tornou a cena ainda mais marcante! O baterista Scott Travis deve ter passado um aperto com o calor! Painkiller, outra considerada fundamental na carreia da banda, veio para fechar a primeira parte da apresentação.

Após uma pequena pausa para os fãs recuperarem o fôlego, o Judas Priest retornou com a medley The Hellion/Electric Eye. Em outro momento marcante, Halford entra no palco com sua tradicional motocicleta para cantar Hell Bent for Leather. Uma cena obrigatória nas apresentações da banda. Era a hora de saudar os fãs brasileiros de uma forma mais especial, e o Judas fez isso muito bem! Com Rob enrolado na nossa bandeira verde e amarela e diante do projetor mostrando também uma imagem da bandeira do Brasil, tocaram You’ve Got Another Thing Comin, onde incluse, Richie Faulkner tocou alguns trechos do hino nacional durante o solo. Então veio uma nova pausa e após alguns minutos o telão ao fundo começou a projetar a imagem de um relógio onde os ponteiros marcavam meia-noite. Era o ponto de partida para a banda fechar o show com Living After Midnight, outro grande hino do álbum British Steel.
Antes de deixar o palco, todos os integrantes ainda se abraçaram diante dos fãs, jogaram palhetas e baquetas, posaram para fotos e tudo o mais. O Judas Priest tem fôlego para continuar por mais alguns anos, porém havia uma pergunta martelando minha cabeça durante a noite posterior do show: depois de tantos anos de estrada, com vários álbuns gravados, turnês por todo o mundo, apresentações memoráveis, muito dinheiro, álcool e tudo o mais, o que realmente mantém bandas como Judas Priest e Whitesnake seguindo em frente? Acredito que seja o amor pelo que fazem e pelo que vivem, e isso eles tem de verdade!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"Tomorrow Will Take Us Away"

Fundição Progresso, Lapa, RJ (04/09/11)

Por: Dan Frehley

Lembro-me de cerca de 10anos atrás, meu irmão, que tinha o costume de pegar uns álbuns com meu primo emprestado, chegando em casa com um álbum que possuía uma capa muito interessante. Ele me disse naquela tardinha: “Eu trouxe este CD porque achei a capa dele maneira.” Naquele ato inocente, meu Irmão (Mick Michael) nos apresentava uma banda que passaria a ser uma das maiores que já ouvi – Blind Guardian. O álbum era o Somewhere Far Beyond (1992).

E de lá para cá, a paixão pela banda só aumentou. Confesso que teve seus momentos baixos, como uma relação comum de casais (quando o baterista original saiu em 2005, Thomen Stauch). Mesmo assim, meu carinho por eles sempre foi enorme e minha admiração maior ainda. Desde então, sempre me foi um sonho ver-los ao vivo, sem contar que sempre considerei o Blind Guardian uma banda maravilhosa, quando o assunto é executar suas músicas ao vivo. Foram 10 anos sonhando, até o domingo dia 04 (de setembro de 2011) que me será eterno.

Foram umas três semanas antes do show que fiquei sabendo do espetáculo na Lapa. Desde março deste ano, que já sabíamos (meu irmão e eu) da volta da banda ao Brasil. Mas a única data na ocasião era em São Paulo. Aos poucos, novas datas surgiram, mas no RJ não havia nada. E quando as esperanças estavam quase entrando no ralo, meu irmão apareceu com a gigantesca novidade: show na Lapa. Nem acreditei!

No dia 04, o dia do Show, na madrugada, viu um set list de um show da banda no Chile. No tal set list, haviam poucos clássicos por assim dizer – afinal, para quem é fã de verdade, todas as músicas são bem vindas. Então, o sonho para ver algumas músicas em especial ao vivo ficaram fracos, pois comecei a me basear no set list do Chile, apesar deles não ter anunciado nenhum set especifico para o show na Lapa. Mesmo assim, não deixamos de acreditar.

Na parte da tarde do dia, me encontrei com meu irmão no local do show. Sinceramente, esperávamos poucos fãs e rockeiros por lá. Isso porque o RJ tem andando muito em baixa nos últimos anos quando o assunto é Rock. E para nossa surpresa, o Fundição Progresso lotou! Aos poucos, o pessoal foi chegando e enchendo a rua do show, a ponto da fila passar a dobrar a esquina. Os ônibus e os pedestres que passavam pelo local deve ter se perguntado o que era aquilo. No coração da Lapa, famosa pelo seu sambinha, um bando de pessoas de preto, algumas de cabelos compridos, para uma eventualidade que não acontece sempre – o que é uma pena aqui no RJ. Havia também os clássicos vendedores, que sempre aparecem e ainda mais com mercadorias que não encontramos tão fácil, e são nessas horas que todos viram fãs da banda só para arrumar o seu. E claro, os vendedores de bebida (só assim para passar o tempo na fila).

Com as portas abertas, a correria sempre faz parte dos shows e grandes eventos. O Blind Guardian, tanto aguardado por mim e meu irmão não foi exceção. Os portões abriram as 20hrs, o que era bem provável, apesar de nem no próprio ingresso ter estado claro isto. Nele constava o horário das 20h, mas ninguém sabia se era a abertura dos portões ou do começo do show. O Fundição Progresso se mostrou um lugar bom, apesar de que na minha opinião a parte da pista, que fica o palco, poderia ser maior. Já que o lugar tinha um espaço bem distribuído para outras coisas e serviços ao publico, apenas a parte que seria o show era um pouco pequena. Houve comentários na fila, ainda do lado de fora, que o lugar era de uma capacidade de uns 4 mil na pista, o que acho que havia uns 5 mil fãs. O que é coisa pra caramba. Ainda mais para uma banda como a sonoridade do BG.

Após cerca de 1 hora e meia, por volta das 21:30, o local já estava cheio. Não havia divisão entre vip ou pista, e mesmo o local tendo arquibancada, a pista foi a única opção a todos. Foi neste momento que meu irmão e eu percebemos que estávamos no meio do “furor” - estávamos a uns 5 metros de distancia da grade que separava para o palco, isto no começo do show.

Foi quando começou a introdução da belíssima “Sacred Worlds”, música de abertura do mais recente álbum At The Edge of Time (lançado em 2010). Realmente uma linda música! Foi nessa hora, com a entrada da banda no palco, que os dez anos de espera foram muito bem recompensados. Puxa, “eram eles mesmo e bem pertinho de mim” foi o que pensei quando o show estava apenas começando. Para a nossa surpresa, o Fundição não só encheu, como também, todos ali eram mesmo fãs da banda. Coisa raro de vermos hoje em dia. E ainda na primeira música, a banda já havia ganhando o publico.

Logo vieram os clássicos da banda, que tanto me imaginei cantando com eles, “Welcome To Dying” e “Nightfall”. O público cantando junto com a banda tornava tudo mais belo e mágico. Cantando cada trechos e os clássicos refrões tão marcantes, que apenas bandas como o Blind Guardian sabe fazer. Vale dizer que jogaram uma toquinha com as cores da bandeira da Alemanha no palco, onde o vocalista da banda Hansi Kürsch a pegou e colocou perto da bateria de Frederik Ehmke – que por sinal mostrou ser um incrível baterista, com uma excelente performance durante todo o show.

A bandeira do Brasil já estava aos pés dos bumbos da bateria, eu estava sem voz e já havia chorado muito, quando começou a bonita “Fly” com a companhia dos muitos aplausos. As mudanças de ritmos que há em diversas músicas da banda é algo de nota. Pois ao vivo é muito mais belo, e com o Blind Guardian, é muito melhor. Acho que no fundo, a mensagem daquela bandeira aos pés da bateria simbolizava como o Brasil estava diante da nova turnê de BG – estávamos saudando um grande e poderoso rei.

E foi saudando este rei, que saudamos mais um na próxima: “Time Stands Still (At the Iron Hill)”. Música baseada na história de um rei que toma uma decisão desesperada para salvar seu povo depois de um ataque mortal; historia que consta nos livros de J. R. R. Tolkien. Nesta hora em diante, nós não sabíamos mais que música esperar. Pois depois de “Fly”, qualquer música já nos era uma surpresa. E para mim, qualquer música era muito bem vinda. “Traveler in Time” e “Mordred’s Song” foram as seguintes; belas e marcantes. O publico chorava, viajava nas melodias e empurrava muito para lá e para cá. Aos poucos fui me distanciando do meu irmão, e a parti daqui, estava meio que longe dele. E foi nisso que veio mais uma do recente álbum, “Tanelorn”. Pude notar que o álbum foi muito bem recebido por todos ali, pois a musica também foi muito bem acompanhada.

A banda estava incrível em todos os momentos do show. Desde que entrou e saiu do palco, a banda foi maravilhosa. Sinceramente, eles foram muito mais do que eu esperava. O Blind Guardian nunca foi um exemplo de carisma e entretenimento entre o palco e a platéia. Sempre li muitas criticam sobre que a banda era nos palcos muito parada, sem uma presença marcante; mas não foi o que vimos e presenciamos. Muito pelo contrario. A banda estava bem animada e interagindo demais com o publico. Os músicos além de tocarem de forma perfeita e muito bem harmoniosa estavam bem animados e com muita presença. Muitas piadas foram feitas e muitas coisas contadas também. Isso me mostrou que o Guardian estava ainda melhor, e se mostrava ser muito maior do que eu imaginava que fossem.

Como o set list já me era uma surpresa, foi então que ele virou matador. Vieram em seguidas 3 clássicos inesquecíveis da banda: “Lord Of the Rings”, “Valhalla” e “Imaginations From the Other Side”. Eu lá, cada vez chegando mais perto do palco, e cada vez chorando mais. Cada uma com seu destaque. Não esperava que tocassem essas, com exceção de “Valhalla”, mas que ótimo que tocaram. “Lord Of the Rings” com sua belíssima melodia, seguida pelo coro uníssemos do publico; “Valhalla” a tão esperada, com um refrão muitas vezes cantando no final da musica seguido pelas forte batidas de Frederik na bateria; e a letra tão marcante de “Imaginations From the Other Side”. Um trio matador para qualquer um. Eu não esperava, e cada uma foi mais bela que outra. Mesmo sem voz e com a garganta doendo muito, não pude deixar de cantar junto cada uma das músicas.

A banda deu uma pequena pausa, voltou com a “Weel Of Time” – música que fecha o recente disco da banda. O Blind Guardian abusando dos efeitos de orquestra em suas musicas, tornando-as cada vez mais belas. Neste momento foi à hora da mais sonhada música de todo o show: “The Bard’s Song – In the Forest”. Quantas vezes eu cantei esta musica em casa sonhando em estar lá no show também. A platéia se mostrando presente e acompanhando a banda em todas musicas e o tempo todo, não fez feio nesta hora. E assim nos encaminhávamos para o encerramento com “Mirror Mirror”. Um encerramento que seria já perfeito por sinal.

Seria? Bem, o final mesmo não foi este. O que me fez ver ainda mais o que é Blind Guardian. Após a execução de “Mirror Mirror”, a banda começou a agradecer ao publico e a despedir. Nisto começou um forte corro pedido a música “Majesty”. Sinceramente, ninguém esperava que eles fizem o que fizeram. A banda resolver tocar-la, e com o anuncio “more a song” fomos ao delírio. Era a deixa para o show ser, ou ter mais um motivo, para ser eternizado em nossos corações. Eu vi o set list no pedestal do guitarrista ritmo Marcus Siepen, e “Majesty” não estava mesmo na lista das músicas. Mostrando que pelo improviso, a banda a tocou perfeitamente.

Com muitos aplausos, e muitos mesmo, a banda se despedido de nós cariocas com uma expressão no rosto que dizia o quanto eles gostaram de ter estado conosco. Que bom que eles vieram para cá. O show havia chegado ao fim e as luze começou a se apagarem, com gritos de agradecimentos e aplausos.

Não consigo descrever como o show foi. Não tenho duvidas: Ele foi o melhor para mim. O melhor da minha vida (pelo menos até então). Lindo, marcante e muito significativo para mim. Meu irmão, que aguardou este show, talvez menos que eu, ficou muito satisfeito em ter visto a banda com uma performance excelente. A banda também estava maravilhosa em sentido de harmonia. Tudo ocorreu muito bem e de forma excelente.

Sem duvida jamais me esquecerei desta noite. Em março deste ano, meu irmão e eu estávamos no show o Iron Maiden, e cometamos que esse era nosso “Rock In Rio”. O Blind Guardian pode ser dizer que era o nosso segundo dia do “nosso” Rock In Rio, sendo que ainda tem mais pela frente com Whitesnake e Judas Priest.

Impecável e tão significativo, a banda vai passar pelo resto do país e seguir com sua turnê mundial. A mim, foram 10 anos de espera, mas valeu cada dia sonhado em estar lá. Valeu também ficar uma semana sem voz e com dor de garganta. Afinal, Blind Guardian não é todos os dias. Parabéns a eles pelo perfeito show, e que voltem sempre ao Brasil e ao RJ.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

1° dia – A marca da incompetência e falta de respeito

Iron Maiden

(HSBC Arena, Barra, RJ, 27/03/11)

Por: Mick Michael

1° dia – A marca da incompetência e falta de respeito.

Graças ao carinho e todo o respeito que sempre ganhou em suas passagens pelo Rio de Janeiro, é claro que o Iron Maiden não iria deixar de incluir a cidade maravilhosa mais uma vez na rota de outra turnê. Desde aquele sensacional Rock in Rio I, há mais de 25 anos atrás, é a 7ª vez que os fãs cariocas têm a chance de ver a Donzela de Aço ao vivo (as outras oportunidades foram nos anos de 1992, 1999, 2001, no Rock in Rio III, diante do maior público de sua história, 2004 e 2009). Desta vez, a banda inglesa, que mantém a mesma formação desde o ano 2000, com Bruce Dickinson no vocal, Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers nas guitarras, Nicko McBrian na bateria e o líder e principal mentor do grupo, Steve Harris no baixo, apresenta a turnê de seu novo e já aclamado álbum de estúdio, The Final Frontier, lançado no ano passado. Como de costume, o sexteto prometeu mais um grande show para seus admiradores do Rio, com todos os efeitos pirotécnicos habituais, um novo cenário de palco e os velhos hinos de sempre alinhados a canções do novo registro, que já ganhou discos de ouro e platina, alcançando fácil o 2° lugar na Bilboard. Nada mal para uma banda com mais de 30 anos de carreia e com uma discografia invejável, repleta de grandes registros que entraram para a história do Heavy Metal.

Bem, é hora de falar sobre o show em si, que deveria ser realizado no dia 27 de março, mas que infelizmente não pôde ser concluído. Ainda assim, irei relatar o que passamos naquele fatídico dia de domingo...

Meu irmão Dan Frehley (ou DannyFire, como é no blog) e eu chegamos ao local ainda cedo, por volta das 15:30 (segundo constava no ingresso, os portões iriam abrir às 18:30, e o show, aparentemente sem banda de abertura, começaria às 20:30), mas mesmo chegando com 5 horas de antecedência (uau!), encontramos centenas de fãs pelo lugar, já em fila esperando a abertura dos portões. Logo a área que estava destinada para o público aguardar a entrada na Arena havia ficado completamente cheio, com pessoas de todo o tipo: crianças, jovens, adultos, mulheres, casais e famílias. Mas a grande maioria com algo muito em comum, a camisa do Iron Maiden! Muitos iam além e também traziam consigo bandeiras, faixas e outros acessórios ligados à imagem da banda, ou do querido mascote Eddie.

Já havia passado das 18:30 e os portões ainda não havia sido abertos. Era a hora de começar uma série de equívocos proporcionados pela equipe de produção da Arena HSCB. Só meia hora depois os portões foram abertos, mas ainda houve certo tumulto devido a falta de informações, truculência de seguranças e outra inacreditável demora para liberar as catracas para a galera de fato entrar no interior da Arena. O relógio já marcava 19:30 e muitos fãs ainda estavam lá fora, sofrendo com a falta de respeito daqueles desgraçados que não sabem organizar um grande evento. E olha que realmente iria haver uma banda de abertura! A árdua tarefa ficou por conta da competente banda santista Shadowside, que pratica um Heavy Metal com toques góticos e muita melodia. Elementos que já se tornaram cansativos depois do surgimento de conjuntos como Nightwish e Epica. Mas o grupo se saiu bem, apesar dos “maiden maníacos” não estarem ali para curtir aquele tipo de som. O Shadowside fez um set curtíssimo, apresentando faixas do ultimo trabalho, Daren To Dream, e outras do 1° álbum. O grande destaque acabou ficando por conta da linda e talentosa vocalista do conjunto, Dani Nolden, que chamou a atenção dos marmanjos mais por causa de suas boas formas do que pelo desempenho vocal.

Às 21:00 horas, o Shadowside já havia terminado seu show a quase uma hora e praticamente todos os fãs já haviam entrado na Arena. Ficava o ar de ansiedade já que a banda poderia iniciar sua festa a qualquer momento. Um público de mais de 10 mil pessoas (segundo os organizadores, havia 13 mil pessoas) aguardavam o momento em que a música Doctor Doctor, da banda UFO (a preferida do líder Steve Harris) iria soar nas caixas de som. Há alguns anos ela tem sido uma espécie de anúncio do começo do show, sendo tocada momentos antes de a banda entrar no palco. E não foi diferente. Às 21:15, Doctor Doctor começou tocar nas caixas de som (interrompendo Rock and Roll all Nite, do Kiss, que havia empolgado mais do que a banda de abertura), e logo assim que terminou, todas a luzes do lugar se apagaram, sacudindo a galera que reiniciou os gritos de “Maiden! Maiden!” (Isso foi gritado o tempo todo, inclusive lá fora na fila!). Os roadies tiraram uma lona preta que cobria o cenário do palco e de imediato começou a introdução Satellite 15... que alinhava o som tribal da música, com imagens de um vídeo-clip, no estilo do filme Alien, o 8° Passageiro, transmitidos de dois telões nas laterais do palco. Ao fundo do belo cenário futurista, que misturavam elementos de uma área de testes espaciais com um planeta abandonado, centenas de luzes brilhavam, dando a impressão de estarmos olhando para o céu. Algo muito bonito e bem feito. A longa e enjoada introdução prosseguiu, até que tudo se apagou e de repente surgiu Bruce Dickinson segurando o pedestal. As luzes se acenderam e toda a banda entrou em cena já mandando a nova The Final Frontier. O público foi à loucura, agitando freneticamente! Todo o empurra-empurra acabou causando a quebra da grade que separava o pessoal da pista do palco. Isso ainda no 1° refrão! Apesar de alguns fãs ameaçarem subir no palco para tentar encostar em seus ídolos, os músicos continuaram a executar a canção, exceto Bruce Dickinson, que parou de cantar, demonstrando uma cara de preocupação com a situação. Enquanto Steve, Adrian, Dave e Nicko pareciam não se importar com o problema, principalmente Steve que agitava e andava de um lado para o outro, Bruce e Janick estavam visivelmente insatisfeitos com o incidente e acenavam para o público chegar pra trás, para que os seguranças tentassem concertar a barreira. Ao fim da canção, Bruce alertou ao resto do público sobre o incidente (eu mesmo não havia entendido por que ele não tinha cantado a música) e avisou que ele e seus companheiros iriam retornar ao backstage, mas voltariam ao palco assim que o problema fosse resolvido, em no máximo 10 minutos. Pronto! Depois de tudo que a precária produção da HSBC Arena já havia feito, ainda conseguiram se superar colocando uma barricada frágil, que obviamente não suportaria a pressão dos fanáticos fãs do Iron Maiden, que certamente queriam ficar bem perto do palco. Claro que não havia a mínima condição de se resolver o problema naquela noite, a não ser que esvaziassem a pista e trouxessem outra barricada, mais forte. Depois de quase meia hora de espera, onde um dos managers da banda tentou convencer o pessoal da pista a se afastar do palco para tentarem consertar a barricada quebrada, eis que surge o preocupado Bruce Dickinson diante de seus aflitos fãs para anunciar o adiamento do show, que só poderia ser realizado na noite seguinte. Apesar da chuva de vaias, que já vinha rolando desde o retorno da banda ao backstage, não teve jeito. O show ficou para a segunda-feira, dia 28, no mesmo horário.

Na saída havia um enorme ar de revolta, com pessoas socando e chutando portas da Arena, outras ameaçando processar o lugar e claro, também havia pessoas chorando já que não poderiam retornar no dia seguinte. Bem, meu irmão e eu saímos quietos, desapontados, mas com a certeza de que voltaríamos no dia seguinte para ver a maior banda de Heavy Metal da história. E vimos!

Continua...

2° dia – Iron Maiden ao vivo, e com show completo!

Iron Maiden

(HSBC Arena, Barra, RJ, 28/03/11)

Por: Mick Michael

2° dia – Iron Maiden ao vivo, e com show completo!

Já ouvi uma frase que dizia: “a força dos fãs quebram barreiras”. E não é que essa frase é pura verdade? E foi graças à quebra da barreira que separa o palco do público que deixamos de assistir ao show do Iron no domingo. Remarcado para o dia seguinte, voltamos a Arena HSBC numa plena segunda-feira para finalmente conferirmos um dos shows mais esperados deste ano. Desde a chegada ao local, por volta das 16:00, já havíamos percebido que aquela noite seria diferente da anterior. Pelo menos acreditávamos que os organizadores do evento não iriam cometer os mesmos erros de domingo, e para a felicidade geral, não vacilaram de novo. Devido ao show ser realizado num dia de semana, muitas pessoas que trabalham ou estudam, só compareceram ao local à noite, e com isso, não encontramos aquela fila enorme que se formou no domingo muitas horas antes da apresentação da Donzela. O público já presente também não demonstrava toda a animação do dia anterior, se comportando de forma muito mais contida. Certamente pela frustração da ultima noite, que acabou causando um grande ar de incerteza diante da possibilidade da Arena não suportar o evento novamente.

Desta vez os portões se abriram às 17:00, causando uma impressão muito boa para os fãs já presentes. Sem correria, truculência dos seguranças e com as informações necessárias já passadas com antecedência, a entrada na Arena foi muito mais tranqüila. Às 18:30, boa parte do pessoal já estava presente e bem acomodada na área destinada ao show. Claro que infelizmente acabou havendo uma queda de público, mas foi algo discreto, em torno de uns 15% no máximo. Desta vez o grande pecado, não só dos organizadores, mas também do Iron, foi realmente iniciar a apresentação no mesmíssimo horário da noite anterior, às 21:15! Bem que poderiam ter aliviado a barra e a ansiedade dos fãs antes, já que às 20:30 o lugar estava completamente cheio.

Então vamos ao show, agora com uma grade de contenção muito mais potente, afinal, gostamos daquela frase que citei lá em cima, mas só em seu contexto literal. Não queríamos que a “força dos fãs quebrasse barreiras” desta vez. Da mesma forma que a festa se iniciou na noite anterior, ouvimos a canção Doctor, Doctor do UFO saindo das caixas de som, dando a partida para a iniciação da apresentação. Vale lembrar que nesta segunda noite não houve banda de abertura. Os fãs, ainda desconfiados, logo se animaram e ao fim da canção, e já com todas as luzes do lugar apagadas, cai a lona preta que cobria o palco e se inicia a introdução Satellite 15... Parecia que estávamos tendo uma espécie de Deja vu, já que todo esse inicio lembrou a ultima noite. Essa intro, que já é enjoada de primeira, se tornou ainda mais chata na segunda vez. Ela é bem realizada, como descrevi no texto do primeiro dia, mas a ansiedade em ver logo a banda no palco tornam seus quase 5 minutos de duração uma eternidade! Aos gritos de “Maiden, Maiden!” Bruce Dickinson aparece no palco segurando o pedestal, sendo acompanhado em seguida pelos outros integrantes que iniciam a música The Final Frontier logo ao fim da introdução. Pronto, a galera foi à loucura! Com uma pegada totalmente Hard e um refrão grudento, The Final Frontier foi muito bem recebida pela galera. Desta vez a grade suportou a pressão dos fãs extasiados, que acompanharam a nova canção com grande admiração. Em seguida emendam outra nova, El Dorado, que também agradou, mas não tanto quanto a primeira. Como citei na outra resenha, o palco trazia uma espécie de cenário espacial misturado com um velho planeta, decorado com caixas que simulavam contêines e composto por uma passarela atrás da bateria do Nicko, por onde Bruce passava para ir de um lado do palco para o outro. Alem disso tudo, ainda havia um detalhe importantíssimo, que praticamente anunciava cada canção: um fundo de pano enorme com uma imagem referente a música executada.

Depois de duas canções novas, era hora de um clássico para esquentar de vez o pessoal, e a escolhida foi 2 minutes to Midnight! Foi quando realmente nos sentimos num show do Iron Maiden, com o querido Eddie estampando o pano de fundo e toda a Arena cantando a música diante de uma banda mais solta e energética do que nas outras duas primeiras. Ouvi muita gente ao meu redor dizendo “agora sim!”. Só então Bruce parou para cumprimentar o público e agradecer a todos os presentes pela volta à Arena depois da conturbada noite de domingo. Sempre simpático, mandou um recado irônico que ganhou de vez os fãs: “Como podem ver, temos uma grade nova. Não foram vocês, nem nós que a compramos, foi um filho da mãe desgraçado que a comprou, portanto, curtam o show. Vamos agitar Rio!” Sabias palavras. Ao fim do empolgado discurso, o grupo mandou mais duas do ultimo álbum, The Talisman, que não agradou tanto, e Coming Home, certamente uma das melhores deste novo registro, e que ganhou uma dose extra de energia ao vivo. A próxima foi outra da safra recente, mas que já ganhou status de clássico, Dance of Death, do álbum de mesmo nome, lançado em 2003. Nesta música, Bruce cantou iluminado por uma luz vermelha, enquanto todo o palco também ganhava uma iluminação no mesmo tom. Indo de uma canção composta em 2003 para outra gravada 20 anos antes, era hora de a banda tocar um de seus maiores hinos, The Trooper! Com o lugar quase vindo a baixo devido à euforia dos fãs, esse grande clássico foi executado de forma emocionante pela banda. Até Dave Murray e Adrian Smith, que se mostravam contidos desde o inicio, agitaram bastante. Com Bruce vestindo a antiga farda do exercito inglês, ao mesmo tempo em que tremulava a tradicional bandeira britânica, Steve Harris se movimentando intensamente e balançando a cabeleira sem parar, Nicko Mcbrian dando seu show à parte na bateria, e Janick Gers abusando de sua louca performance, com muitas poses e caretas, toda o conjunto se comportou de maneira especial durante essa música. The Wicker Man veio na seqüência, mantendo o alto nível de adrenalina entre os fanáticos fãs. Em seguida, Bruce voltou a falar com o público. Agora, além de agradecer aos aplausos, também citou os recentes acontecimentos no Japão, que sofreu um terrível terremoto, seguido por um tsunami que devastou o país. Bruce ainda lembrou aos fãs brasileiros: “Vocês tem sorte de morar num lugar que não há esse tipo de tragédia”. Dedicada aos fãs japoneses, Blood Brothers foi responsável por um dos momentos mais bonitos da noite. Com uma bela interação entre a banda e o público, presenciamos um momento único, com todo o lugar cantando o belo refrão da música e acompanhando a melodia em coro. Ao mesmo tempo em que o Iron tocava, três armações com holofotes desciam do teto, dando a impressão de estarmos diante de naves espaciais. Incrível!


Com um fundo de pano que mostrava uma cidade devastada por algum tipo de explosão nuclear, When the Wind Blows veio em seguida e acabou dando uma esfriada nos fãs. Outra do novo trabalho, ela não é ruim, mas sua longa duração e a falta de um refrão forte acabaram causando uma pequena queda no ritmo do show. Se When the Wind Blows foi cansativa, a próxima voltou a levantar o público. E como levantou! The Evil That Men Do chegou arrasando e a banda novamente teve o público em suas mãos. Em meio ao clássico, o querido Eddie apareceu no palco e causou uma gritaria geral. Agora com um visual futurista, adequado ao novo álbum e que lembra o alienígena do filme O Predador, o novo Eddie, com mais de 2 metros de altura, andou de um lado para o outro, brincou o alucinado Janick e ainda deu uma de guitarrista! Certamente a mais aguardada entre a maioria dos fãs, Fear of the Dark detonou de vez as estruturas da Arena! Quando ouvi sua introdução, cheguei a pensar: “agora a grade quebra de novo!”. Mas felizmente essa nova grade era forte mesmo. Não há como negar que a execução de Fear of the Dark é hoje em dia o grande momento num show do Iron Maiden, com todos os presentes fazendo o coro da parte instrumental, além de cantar toda a letra com Bruce Dickinson. Fechando 1ª do espetáculo, o sexteto põe mais lenha na fogueira com o hino que dá nome à banda, Iron Maiden. Mais uma vez o público foi surpreendido pelo Eddie, que desta vez apareceu muito maior. Aparecendo por de trás da bateria, este Eddie com mais de 8 metros, foi com certeza o elemento mais fascinante do show. Com sua enorme cabeça que girava para todos os lados, abrindo a boca e fechando os olhos, Eddie roubou a cena e arrancou os aplausos do público. Ao fim da música, todos os integrantes deixaram o palco sem cerimônias, com Bruce mandando apenas um “obrigado Rio”.

Alguns minutos após o fim da primeira parte do show, já estávamos diante de um novo pano de fundo, que trazia uma imagem assustadora do olhar do novo Eddie. É quando se inicia a clássica introdução de The Number of the Beast, outro hino absoluto do Iron. Além de todas a luzes vermelhas e a grande quantidade de fumaça que fizeram parte dos efeitos pirotécnicos usados na execução deste grande clássico do Heavy Metal, também fomos presenteados com a participação de um enorme boneco, meio cabra, meio diabo, instalado sobre o lado direito da bateria. Talvez ela nunca tenha soado tão demoníaca como soou nesta noite! Hallowed Be Thy Name veio em seguido para detonar de vez as gargantas dos fãs apaixonados, que acompanharam a letra com muita emoção. Sem mais, emendam com a última do set, Running Free, uma das mais queridas entre os fãs antigos, lançada no 1° álbum da banda, em 1980. Durante sua execução, Bruce apresentou todos os integrantes da banda, além de fazer uma brincadeira com o refrão, no estilo “eu canto e vocês completam”. Com o fim da apresentação, Bruce jogou sua touca suada para a platéia, enquanto os guitarristas jogaram suas palhetas (Janick até ameaçou jogar a guitarra, mas foi apenas uma boa pegadinha com fãs), e Nicko arremessou as baquetas e algumas peles dos tons da bateria. E assim o sexteto deixou o palco agradecendo aos aplausos e gritos dos fãs. Com as luzes se mantiveram apagadas, rolou uma sensação de que a banda voltaria ao palco para fazer uma espécie de surpresa, talvez querendo compensar o ocorrido no domingo. A platéia até iniciou um coro pedindo o hit Run to the Hills, mas as esperanças foram por água a baixo com o acender das luzes e o inicio da música Always look on the bright side of life, do Monty Phynton.

Com quase duas horas de show, o Iron Maiden já havia provado por que é tão querido e aclamado aqui no Brasil. Mais uma atuação perfeita, que ficará tão marcada quanto às outras passagens da banda pelas nossas terras. O sexteto se mostrou extremamente técnico e profissional durante a execução de todas as músicas, não dando espaços para improvisações ou solos pessoais, coisas até naturais em apresentações de outros grupos. Bruce continua cantando muito e com gás de sobra para se movimentar durante todo o show, assim como o grande líder da banda, Steve Harris, que mesmo sustentando um pesado contrabaixo também demonstrou pique para agüentar a correria até o fim. A dupla de guitarristas Adrian Smith e Dave Murray mostrou a mesma destreza e habilidade de sempre, alternando solos, riffs e bases com muita técnica. Adrian com uma boa pinta de rockstar participou diversas vezes dos backing vocals, e pareceu mais a vontade que o companheiro Dave, que só se mostrava mais descontraído quando o louco Janick estava ao seu lado. Falando em Janick, ele quase roubou a cena, isso se não roubou mesmo. Muito performático, o terceiro guitarrista da banda não chega a ser tão necessário para a execução dos solos e bases, mas sua presença no palco é muito importante para mostrar aquela imagem dos velhos guitar heros, que faziam várias acrobacias e poses com suas guitarras antigamente. O monstro chamado Nicko Mcbrian dispensa comentários. Este é certamente um dos maiores bateristas que já vimos e mais uma vez deu uma aula de técnica e simpatia.

Depois de tudo o que passamos no domingo, deixamos a controversa Arena HSBC com a sensação de dever cumprido, e felizes por termos assistido a um dos melhores shows de Heavy Metal da atualidade, protagonizado por uma banda que já está na estrada a mais de 30 anos, e que ainda consegue ser superior a milhares de outras bandas surgidas depois. Bem, o nosso “Rock in Rio” foi este show!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Charlotte The Harlot Show Me Your Legs

Paul Di’Anno, Ao vivo no Hard Rock Café, Barra. Dia 26/08/10.

Por: DannyFire

Com certeza as coisas naquela quinta já mostravam que seria um dia e tanto. Era uma quinta-feira incomun, era meu aniversário. Bem, ai se imagina um dia um pouco mais agradável a meu favor e uns amigos me mandando um abraço, já que o orçamento não permitia uma festinha. Então meu Irmão (Mink Michael) me trouxe dois ingressos para uma noite inesquecível no Hard Rock Café, na Barra. Era a apresentação única do Paul Di’Anno no RJ (O primeiro vocalista a gravar com o Iron Maiden). Nem preciso dizer que chorei na hora . . .

O show estava marcado para umas 23h, mas antes das 20h, meu irmão e eu já estávamos lá. Ansiosos! Ainda mais ele, que é um grande fã do Di’Anno (na fase do Iron Maiden). Nós tendo o primeiro álbum do Iron como um dos preferidos da banda, não poderia estar em menores ansiedades para a apresentação. Para tentar distrair a mente, fomos dar uma volta pelo Hard Rock Café, que se pode dizer que é muito bonito. Mas poderia ser melhor. Dois pontos negativos de lá, são os preços (sei que é estar localizado em uma parte rica do RJ, mas também não é para tanto) e os pôsteres nas paredes poderia ser mais variados e ter mais exemplos de grande bandas.

Enfim, depois de varias fotos, morrido numa grana e reencontrado uns amigos do show do W.A.S.P. (em abril deste ano), era a do show começar. A abertura do show estava a cago da banda gaúcha Scelerata, que acompanha Di’Anno nesta tour pelo Brasil. Com os sons bem altos e ensurdecedor, ainda mais os bumbos da bateria. Eles estavam tocando numa sonoridade bem Power Metal, que me lembrou muito Angra. Sem falar que o vocalista era a cara do Andre Mattos. Músicos excelentes e bem afinados! Mas sinceramente eles ainda poderiam ter feito melhor, pois particularmente apenas a primeira musica me chamou atenção.

Uma caminhada não muito longa, lá vinha o Grande Paul Di’Anno para nos ensinar um pouco de Heavy Metal. Possa se disser também que sua aparência é muito diferente dos anos 80, época que este no Iron Maiden. Mas ainda é o mesmo cara, isso não dar para discutir. Numa voz ainda de grande nível, Paul começava o show daquela noite com uma musica de um dos seus álbuns. Como não sou fã de Punk, não saberia dizer ao certo as musicas que ele tocou naquela noite. E diga se também, que os clássicos do Iron Maiden estavam muitos rápidos do que o original, um uso desnecessário do bumbo duplo e uma pegada Punk.

As musicas foram muito bem executadas. O detalhe mesmo era rapidez do negocio. Tava muito mais Punk do que aquele Heavy Metal do primeiro álbum. Mas isso chega até ser compreensivo, já que Paul nunca escondeu seu amor pelo Punk (tanto que seus álbuns solos são neste gênero). O Hard Rock Café estava cheio, mas não lotado. Os fãs estavam em grande abundancia e todos os tamanhos e idades. Havia uns que de tão mais velhos, me lembraram meu pai que beira uns 60 anos. Mas na hora dos clássicos do primeiro e segundo álbuns do Maiden, eu vi muito marmanjo chorando (e claro que eu também). Meu Irmão foi o primeiro a chorar na musica “Prowler” e em “Charlot The Harlot”, mas também tava foda não chorar no show. Estávamos tão perto de Di’Anno e sua turma. E ainda teve clássicos como “Wrathchild”, “Phantom Of The Opera”, “Iron Maiden”, “Runnig Free” (essa eu não parava de chorar), “Transylvania” (uma instrumental linda) e “Sanctuary” que encerrou a noite.

Claro que rolou ainda muito outros clássicos, musicas da carreira solo de Paul e uma cover dos Ramones. Ainda tinha que ele sempre mantendo um inglês, já que pensei que falaria mais em português, pois ele tem uma casa em São Paulo. Além de uma grande performance dele e da banda em sim, detalhe a todos, ainda Paul Di’Anno nos presenteou com uma foto, para todos que estavam lá naquela noite. Um presente e tanto para mim, já que não sei basicamente nada de inglês, apenas pude chamá-lo de ‘Big Paul’.

Uma noite inesquecível para todos. Um lugar e tanto, e um Mestre do vocal. Sem contar que a noite ainda teve seus momentos de frio e espera, enquanto aguardávamos a hora passar para poder pegar um ônibus e voltar para nossa humilde casa. Mas valeu muito a pena! Obrigado meu irmão.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

"I wanna be somebody, Be somebody soon . . . "



W.A.S.P (Santana Hall, São Paulo, 10/04/10)

Por: Mick Michael

Ansiedade. Essa palavra resume perfeitamente o nosso sentimento ao chegar no Santana Hall, numa tarde fria e nebulosa, típica da cidade de São Paulo. Ainda eram por volta de 16:30 quando o ônibus da nossa excursão chegou ao local do show, já repleto de pessoas na porta principal da casa. Uma incômoda incerteza já nos acompanhava desde o trajeto ao local, quando fomos informados que o W.A.S.P havia cancelado sua apresentação em Curitiba, na noite anterior, por motivos desconhecidos. Assim que chegamos na fila, logo surgiu o boato de que a banda ainda estava no aeroporto, e que a equipe da produção também não estava no lugar do evento. Isso mesmo! Nem a banda, nem sua equipe técnica havia chegado, sendo que o ingresso trazia a seguinte informação: abertura da casa às 17:00 e início do show às 18:30 pontualmente.

As dúvidas eram grandes, assim como a fila que logo foi ficando cada vez maior a ponto de dar a volta em todo o quarteirão. Os minutos foram se arrastando, tornando a espera cansativa e entediante. O frio também não dava trégua e congelava os ossos desses pobres fãs, que não se importam com esse tipo de desrespeito por que o amor pelo Rock n’ Roll é sempre mais forte.

Quando o relógio bateu 19:00 não teve jeito, o pessoal perdeu a paciência de vez e começou a vaiar e gritar “abre, abre!”. A essa altura já haviam confirmado que Blackie Lawless e sua trupe estavam no local, mas ainda iriam fazer a passagem de som para só então confirmarem se tocariam, ou não. Segundo alguns informantes anônimos, o motivo para o cancelamento da apresentação em Curitiba havia sido a reprovação da banda em relação aos equipamentos de som. Pelo menos já era alguma coisa, mas ainda tivemos que esperar mais uma hora até que o portões do capenga Santana Hall fossem abertos definitivamente. Pronto. Finalmente haviamos entrado na casa de shows, duas horas depois do horário oficial.

Antes de falar sobre o esperadíssimo show do W.A.S.P, vale citar algumas coisas sobre este estranho Santana Hall. Primeiro que o local não tem a mínima cara de lugar para um show de Rock, principalmente se tratando de uma banda de grande porte, como o W.A.S.P, que é respeitada e conhecida em vários países pelo mundo, já tendo vendido milhões de álbuns, além de ter tocado em diversos festivais de grande porte pelos EUA e Europa. A casa é pequena, quente e possue uma infra-estrutura ruim. A galera que precisou usar o banheiro passou um verdadeiro aperto. Outro detalhe que vale ser destacado e chega a ser cômico é que a banda iria se apresentar cedo (18:30 definitivamente não é horário para um show de Rock), por que às 23:00 estava marcado uma apresentaão do grupo de forró Moleca Sem Vergonha. Vê se pode? Quem diria que depois de ter abrido para bandas como o Kiss, Iron Maiden e Mötley Crüe nos anos 80, o W.A.S.P iria abrir para um grupo tosco de forró... Chega de citar as cagadas que antecederam a festa por que agora é hora de fala sobre o show em sí e foi de arrasar!

Exatamente às 20:30 todas as luzes do lugar se apagaram e a tradicional fumaça de gelo seco tomou o palco. Ao som da intro Mephist Waltz, cada membro do conjunto foi entrando no palco, se posicionando de costas para o público. Logo as luzes se acenderam e o W.A.S.P iniciou a festa com On Your Knees, do primeiro disco, lançado em 1984. Liderado pelo polêmico Blackie Lawless (guitarra/vocal), finalmente o quarteto estava diante de seus fãs, que foram ao delírio de imediato. Além de Lawless, único integrante original da banda, o W.A.S.P também conta com os competentes Mike Duda (baixo), Doug Blair (guitarra) e Mike Dupke (bateria), músicos considerados de contrato, mas que possuem uma garra e performances empolgantes. The Real Me, cover do The Who, foi praticamente emendada com a música de abertura, não dando tempo para os fãs respirarem. Blackie realmente estava afim de tirar o ar dos fãs, já que logo ao fazer sua breve saudação, anunciou a forte L.O.V. E Machine, também do primeiro disco. Com o público em suas mãos, Blackie citou que a banda estava com um novo álbum, Babylon, e as próximas duas seriam deste ultimo trabalho. Sem problemas já que Crazy e Babylon’ s Burning possuem a mesma pegada empolgante e matadora das canções clássicas, sendo recebidas muito bem pelos fãs. A chuva de hits continuou com Wild Child, um dos mairoes hinos do Hard Rock (nessa eu não pude conter as lágrimas), Hellion, a medley de I Don’t Need No Doctor e Scream Until You Like It, Arena of Pleasure, a intensa e psicótica Chainsaw Charlie, com direito ao som assustador das motoserras na intro, e The Idol, simplesmente linda e marcante. I Wanna Be Somebody veio para coroar de vez esse incrivel show, fechando a primeira parte do show de forma inesquecivel, com todos os fãs cantando bem alto seu refrão marcante e poderoso. Com simples “good night”, Blackie e sua turma deixaram o palco.

Depois de uma hora de show, todos os fãs já haviam esquecido o perrengue que passaram lá fora. Muitos estavam roucos, suados e cansados, mas estavam completamente satisfeitos! Se os produtores falharam em relação a organização, pelo menos nossos heróis estavam comprindo muito bem seus deveres. Lawless pode ser um cara complicado e meio louco, mas é um artista incrível, cheio de poses, caras e bocas, além de manter sua voz única em perfeito estado, sem desafinar ou mostrar cansaço. A forma física claro, não é a mesma, afinal ele já passou dos 50 anos, mas o cara continua se movimentando o tempo todo, aparecendo em todos os espaços do palco. O baixista Mike Duda também demosntrou uma performance cheia de energia, rodando o contra-baixo e balançando a cabeça quase todo o tempo. O guitarrista Doug Blair dispensa comentários, se mostrando um excelente guitarrista. Apesar de fazer todos os solos e riffs perfeitamente, Doug possue uma postura muito mais contida que Chris Holmes, o queridinho dos fãs. Já o baterista Mike Dupke foi o único que não chamou tanto a atenção dos fãs, apesar de também ter demonstrado competência de sobra para assumir o posto. Hoje o W.A.S.P é uma banda muito diferente daquela que surgiu no inicio dos anos 80 e não falo isso só pelas mudanças na formação, mas principalmente pela atual produção de palco do grupo. Se há duas décadas atrás viamos uma banda com um visual animal, cheio de couro e sangue, num palco repleto de correntes, logo-tipo em chamas e outras pitotecnias, agora temos um grupo mais contido, com um visual menos carregado. O único detalhe a mais no palco foi uma tela que projetava os vídeos-clips da banda. Isso era feito simultâneamente com a música que estava sendo tocada. Nem o tradicional pedestal em forma de caveira estava lá, apesar que poucos se importaram com esses detalhes (acho que estou ficando muito exigente, né?).

Prosseguindo com o show (é, ainda não havia acabado), o W.A.S.P retornou ao palco para fazer o bis. A dobradinha Heaven’s Hung in Black e Blind in Texas, outro hino entre os fãs, serviram para encerrar definitivamente a festa. Alguns reclamaram o tempo curto de show, além da falta de outros clássicos como Animal, mas e daí? A noite já havia sido inesquecível!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Guns n' Roses no RJ - A visão de um fã


"Depois de longos 9 anos de espera e do temporal no ultimo dia 14 de março fazendo com que o show fosse adiado, os fãns cariocas tiveram a oportunidade de apreciar o show da banda de Hard Rock Guns N' Roses nesse dia 04 de abril. Logo pela manhã as filas ja estavam enormes alguns fans chegaram no dia anterior. A galera estava animada durante todo o dia alguns improvisaram um radio lá rolando classicos da banda o dia todo.Os portões foram abertos as 17:00hrs fãns corriam pela apoteose até o palco para pegar um bom lugar a euforia estava no ápice.
Bastante atrasos para a banda de abertura Majestic talves pro causa da chuva que caia naquele momento mas nada que atrapalhasse muito. A banda nacional Majestic subiu no palco ás 20:00hrs, algumas vaias ecoavam as pessoas queriam logo a abertura de Sebastian Bach ex-Skid Row, quando o show do Majestic terminou alguns momentos depois eis que sobe ao palco ás 21h10m, Sebastian Bach e sua banda levando a multidão a loucura o público gritava seu apelido que ganhou no Brasil "Tião" O vocalista já começou arrasando no palco balançando sua longa cabeleira e rodando o fio do seu microfone sobre a cabeça o tempo todo fazendo com que a galera se empolgasse cada vez mais, Sebastian era pura simpatia conversava com o publico em portugues em um momento ele disse : "A chuva não vai nos impedir hoje nós vamos quebrar esse lugar" mandando o dedo para o alto aos gritos de "Fuck"!mais uma vez o publico enlouqueceu. Sebastian estava inspirado cantou clássicos do Skid Row e musicas do seu album novo Angel Down. Uma certa hora do show alguem do publico jogou uma camisa do Brasil para ele na qual ele vestiu, teve até "Happy Birthday" para o vocalista que faz aniversário esse mês.E termina o show de abertura do Sebastian Bach ás 22h30m simplesmente impecável. A ansiedade aumentava para a entrada do Guns, em perfeita sintonia o publico com cerca de 35 mil pessoas gritava "Guns N' Roses" com toda sua empolgação. Mas como sempre o atraso era grande passaram-se minutos, horas e o publico já estava impaciente várias horas em pé o cansaço estava estampado na expressão das pessoas algumas pessoas desmaiavam por causa do calor e da multidão. Mais atrasos o publico chingava bastante, mas eu não me importava com essa questão afinal todo mundo sabe que o Axl costuma atrasar sua entrada pra mim era procedimento normal já estava preparado, afinal "o que é algumas horas de atraso comparado a 9 anos".Eis que as luzes se apagam as 01:00 hrs da madrugada era o sinal para a entrada da banda. Então começava o momento mais esperado da noite a banda sobe ao palco levando todos ao delirio, com a silhueta do guitarrista Dj Ashba tocando a intro da musica "Chinese Democracy" e eis que surge no palco Axl Rose fazendo com que Apoteose vibrasse a passarela do samba carioca naquela noite sem duvida se tournou a passarela do Rock N' Roll.
A pirotecnia do palco era fantástica labaretas de fogo,efeitos e fogos de artificio,chuva de papel picado e fumaça,digno de Guns N'Roses. Axl estava inspirado mesmo não sendo aquele jovem dos anos 80/90 corria o tempo todo de um lado pro outro,com seu vocal estridente como de costume. A apoteose cantava em uma só voz os clássicos e as novas canções do album Chinese Democracy Uma das surpresas foi o cover "Whole Lotta Rosie" do AC/DC. . Podia-se ver lágrimas de emoção,gritos euforicos vindo das pessoas que esperaram tanto por esse momento .Jogaram uma bandeira do Brasil para o Axl cujo ele segurou por alguns momentos. Axl trocou de roupas algumas veses, com suas dancinhas,corridas e pulos tradicionais dele,a banda foi impecavél,no momento da musica de encerramento "Paradise City" a Pista premium ergueu uma bandeira em agradecimento a banda Era dificil de acreditar estavamos diante de um grande idolo foi algo único para todos que presenciaram.O guitarrista Ron"Bumblefoot"Thal, solou o hino nacional brasileiro em agradecimento, o público adorou. O show durou 2:30 terminando as 3:30 hrs da madrugada.As expressões do rosto do publico indo embora mesclavam-se entre felicidadade,cansaço e satisfação.Mas uma coisa é certa
valeu muito a pena esperar nós fãn iremos carregar esse show por toda vida na memória."

por: Eduardo Junior