sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Voz de Um Sábio

Andi Deris

Come In From the Rain (1997)

Done By Mirrors (1999)

Se me dissessem que o vocalista Andi Deris (18/08/64), atual Helloween, era a essência do Pink Cream 69, lá no final dos anos 80, eu lhe digo que acredito plenamente nisso. Por quê? Vamos à explicação.

Nascido na Alemanha, o carismático Deris entrou no PC69 em 1987, onde a banda veio a lançar seu primeiro álbum em 1989. Vale dizer que este era o segundo álbum que Deris grava na sua vida, o primeiro tinha sido com a banda Kymera, intitulado No Mercy de 1983. Na Alemanha, o Pink Cream 69 veio a ser um grande nome, logo com seu primeiro disco – o que na minha opinião particular é o melhor de todos com ele no vocal.

Nos quatro anos que se seguiram a banda Pink Cream 69, que possuía um

quarteto matador de mais puro e belo Hard Rock, viram o sucesso e o viveram. A banda saiu em turnê pela a Europa, America e o Japão (com direito a uns vídeos no Youtube). Os dois álbuns seguintes com a participação de Andi nos vocais, One Size Fits All (1991) e Games People Play (1993), possuíam a mesma pegada que o primeiro, apenas um pouquinho inferior, mas muito bem recomendados.

A banda viu seu principal membro ir embora levando consigo o sucesso. Isso aconteceu em 1993, quando

Michael Kiske é demitido do Helloween, e o convite (veja bem, o convite) é feito a Andi Deris. Qual é o resultado? O clássico álbum do Helloween lançado em 1994, Master Of the Rings. Após desde grande sucesso ainda vieram mais dois lançamentos na década de 90 com o Helloween super clássicos na carreira da banda, The Time Of the Oath (1996) e Better Than Raw (1998). Os ingredientes foram muito bem misturados. O Power Metal recebeu a medida certa de Hard Rock, e o Helloween com Andi Deris ganhou novos ares o tornando muito melhor e mais poderoso (há quem discorde).

Já no Pink Cream 69 com a saída de Deris, entrou David Readman que levou a banda para um lado bem estranho e longe do clássico Hard Rock. Até hoje, e olha que conheço a banda há uns anos, não consegui ouvir outro disco deles depois do super ruim Change (1995). Que lixo!

Então continuando . . . em 1997 e 1999, Andi Deris lançou dois discos solos. O primeiro mostra de forma clara como seria o quarto álbum do Pink Cream 69 caso ele ainda estivesse na banda. Não o menos prezando, o álbum Come In From the Rain, pois o disco trás musicas excelentes, mas com uma cara de PC69. O disco por um todo é muito bem recomendado, e para quem quer matar a saudade dos tempos do Pink Cream 69, a música titulo do disco é uma lembrança e tanto, “Come In From the Rain”, e assim também, “1000 Years Away”. Aproveitando ainda sua criatividade, Deris lança o Done By Mirrors dois anos depois e pouco diferente, sem aquela pegada PC69. Isso dar aos dois álbuns atmosferas diferentes e boas. Confira “The Best You Don’t Need To Play For” e “A Little Bit More Each Day”.

De 2000 para cá, Andi Deris segue sua carreira com grandes músicos, e juntos eles forma um quinteto que mantém o Helloween bem mais vivo do que antes. Consagrado como um dos melhores vocalistas da atualidade e com ótimos e excelentes trabalhos no Helloween, Deris segue consigo mais e mais fãs.

Escute outros trabalhos de Deris no Helloween: “Power”, “The Dark Ride”, “A Handful of Pain”, “If I Could Fly”, “Dreambound”, “Far In the Future” e “Why?”

domingo, 12 de fevereiro de 2012

20 Anos Depois

KISS – Revenge (1992)

Este é um álbum que possui uma longa historia. E a todos os fãs, vale à pena contar.
O Kiss vinha de uma forte queda, por assim dizer. A banda havia acabado de perder um de seus membros, talvez o melhor de todos os bateristas que passou pela banda, Eric Carr. Com este forte golpe na boca do estomago, o Kiss estava tentando se reerguer novamente. Carr estava na banda havia 11 anos, quando descobriu que estava com um tumor no coração, e veio a falecer no fim de novembro de 1991.
A banda que estava novamente voltando ao seu lugar de gloria no mundo da música, tinha um novo desafio a vencer. Sem o Eterno “The Fox” na bateria, o Kiss chamou o jovem Eric Singer. Singer apesar de novo, já possuía a época um currículo de causar inveja em qualquer um. O cara já tinha passado por banda de peso como Black Sabbath, Alice Cooper, Badlands, e, chegou a tocar junto com o vocalista e guitarrista do Kiss, Paul Stanley. Com uma experiência dessas, era fácil escolher-lo.
Mantendo a forma dos discos dos anos 80, o Kiss começava a década de 90 com o pé direito. Era lançado no primeiro semestre de 92, o seu álbum Hard n’ Heavy, o grandioso Revenge. Com a pinta de “bad”, a banda trazia na bagagem diversos hits que pegaram e vigaram, dando ao Kiss o último empurrão que a banda precisava para ocupar de volta seu lugar e se eternizar como uma das bandas titãs do Rock. Clássicos como “Unholy”, “Take It Off” (belíssimo clipe no YouTube), “God Gave Rock n’ Roll To You”, “Domino”, “Every Time I Look At You”, “I Just Wanna”. Todas as músicas com clipe, vale conferir. No clipe de “God Gave Rock n’ Roll To You”, Eric Carr é o baterista e participou ativamente em toda sua produção, mesmo estando num estado grave de sua doença. Carr também participou dos backing vocals.
Com Bruce Kulick na guitarra solo, Eric Singer na bateria, e os lideres Paul Stanley na guitarra e no vocal, junto de Gene Simmons no baixo e vocal, o Kiss lançava seu dos seus melhores álbuns até hoje. A banda chegou também a fazer parte da trilha sonora no filme Bill & Ted’s Bogus Journey coma música “God Gave Rock n’ Roll To You”, e completa do disco com uma homenagem a Eric Carr com a faixa “Carr Jam 1981”. E algumas participações de Vinnie Vincent (ex-guitarrista solo da banda) nas composições.
Completando 20 anos do seu lançamento, Revenge é um requisito a todos que ama Kiss como eu.
“Deus deu rock and roll para você,
Deu rock and roll para você
Deu rock and roll pra todos”

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Abril de 2031

Warrant – Dog Eat Dog (1992)

Imagine o cenário musical mudando de uma hora para outra. Assim, sem mais e sem menos. Uma mudança tão radical que milhares de nomes são simplesmente ignorados. Foi exatamente isto que aconteceu no começo dos anos 90.
Depois de mais de uma década com o auge do Hard Rock e Heavy Metal, acontece uma explosão do Grunge, trazendo consequencias trágicas. Grandes bandas de Hard Rock, que ainda estava no início de suas carreiras fora deixadas de lado pela mídia e as gravadoras, para serem substituídas por bandas chatas e melancólicas. Vai saber por que deixar de lado a alegria e a diversão pela triste e o suicídio.
Infelizmente o Warrant entrou neste barco também. A banda que em 1992 lançava seu terceiro álbum, vinha com o embalo de mais um grande lançamento. O que infelizmente. Após os brilhantes lançamentos de “Dirty Rotten Filthy Stinking...” (1989) e “Cherry Pie” (1990), a pressão por mais um belo álbum cresceu em cima da banda que estava prometendo ser um grande fenômeno. Mas em tão boas expectativas, a banda foi colocada de lado e injustiçada (como milhares por ai). Assim aconteceu que o disco não vingou e nem chegou perto do mais conhecido de sua carreira, o “Cherry Pie”.
Com músicas marcantes e uma banda bem entrosada, o Warrant trouxe neste disco músicas como “Let It Rain”, “Machine Gun” (clipe), “April 2031” e “The Bitter Pill” (clipe).
Recentemente soube da morte do vocalista Jani Lane, que não foi tão recente assim. Até então, apenas sabia de sua saída da banda nos meatos de 2004, substituído por Jaime St. James. O primeiro vocalista, e há quem diga, o melhor, faleceu em 2010, no mês de agosto, por motivo de alcoolismo. Triste fim para ele.
Sendo assim, em fevereiro, comemorando 20 anos, Warrant fica como uma dica para novos álbuns a serem ouvido, ou mesmo, reouvidos.
Jani Lane - vocal, violão

Joey Allen - guitarra solo, backing vocals
Erik Turner - guitarra base, backing vocals
Jerry Dixon - baixo, backing vocals
Steven Sweet - bateria, backing vocals

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fechando com chave d’ ouro

Freedom Call – Hellvetia (2011)

Excelente, nota 9

Quando soube dos rumores do lançamento do DVD, o primeiro oficial da banda, eu pirei. Lançando em agosto de 2011, em todo o mundo, a banda Freedom Call também lançou um álbum ao vivo de um dos três discos que contem no DVD em CD. Caso isto não seja verdade, estou com uma copia pirata aqui em casa . . . (risos). Brincadeira!

Fechando 2011 de forma bela, a banda de Power Metal, com fortes traços de Hard Rock, faz seu segundo registro ao vivo. O primeiro chamado de “Live Invasion” (2004), disco duplo, muito bem aceito por todos. Afinal, quem não gosta de um álbum ao vivo?! E assim, mantendo a forma, a banda lançou o “Hellvetia”.

Vindo direto da turnê do álbum Legend Of the Shadowking (2010), álbum que não foi tão aclamando como seus anteriores, mas muito bom por sinal, a banda deixa claro muitas músicas vindo deste seu último álbum de estúdio até então. Seguindo a formação clássica de quatros membros, a banda conta com seu fundador, vocalista e guitarrista Chris Bay, Lars Rettkowitze (guitarra), Samy Saemann (baixo) e Klaus Sperling (bateria).

Trazendo um set list com clássicos matadores, a banda deixa claro sua fama, o que por aqui não há (infelizmente). É sempre bom ouvir as músicas ao vivo, então fica minha dica e os grandes destaques: “We Are One”, “Tears Of Babylon”, “Queen Of My World”, “Metal Invasion”, “Merlin – Legend Of the Passad”, “The Quest”, “Warriors”, “Mr. Evil”, a divina “Land Of Light” e, talvez o hino da banda, “Freedom Call”. Mas na minha opinião, se poderia ter muitos outros clássicos, como por exemplo "Pharao", em vez de focar mais a turnê do álbum Legend Of the Shadowking . . .

Para encerrar o ano de forma ainda melhor só comprando o DVD. Mas como 2011 faz parte do passado agora, fica o conselho de comprarmos em 2012. Afinal, o ano foi encerrado com esta banda super poderosa e iniciada com ela também – em alto e bom som.

E então se fez silêncio

Blind Guardian - A Night At the Opera (2002)

Há 10 anos, a clássica banda de Power Metal, Blind Guardian, lançava um dos seus melhores álbuns. E com este grandioso disco começo 2012 com uma ótima dica a todos – ainda mais para os fãs de músicas épicas.
Depois do conceituadíssimo “Nightfall In Middle-Earth” (1998), a formação original do BG, que contava com Hansi Kürsch (vocal), André Olbrich e Marcus Siepen (guitarras) e Thomen Stauch (bateria), mantinha no auge a mesma forma bela de inventar e inova as suas belíssimas músicas. Além dos quatros, a banda possuía, o que mantêm até hoje, como membros convidado (mas não oficiais) Oliver Holzwarth (baixo) e Michael Schüren (teclado e piano).
Numa turnê que durou cerca de quatro anos do seu disco anterior (o de 1998), o Blind Guardian veio com tudo e lançou o A Night At the Opera, o que teve o nome em homenagem ao disco da banda Queen de 1975. Foi isto o que afirmou o vocalista Hansi Kürsch em uma entrevista após o lançamento do disco. A mídia, como muitos do publico, falou mal a respeito deste álbum, argumento que a banda estava soando de uma forma diferente, no sentido de ruim. Até mesmo o baterista Thomen Stauch teve problemas com os membros da banda por causa disso. Sinceramente, como um grande fã deles, eu digo que este álbum é demais e único, com características que cada álbum da banda possuía como apenas seu.
Nessa época a banda teve a chance de participar da trilha-sonora da trilogia do “O Senhor dos Anéis” ("The Lord Of the Rings", em inglês), do diretor Peter Jackson. Mas eles recusaram. Disseram que se aceitassem, o “A Night At the Opera” demoraria ainda mais para ser lançando e que os fãs não poderiam mais esperar. O que foi uma pena, e acredito que todos os fãs compreenderiam perfeitamente. Afinal, não há banda melhor do que eles para falar das obras do autor J. R. R. Tolkien, criador dos livros “O Senhor dos Anéis” (entre tantos outros).
Carregado de clássicos, o álbum possui músicas que trazem um poderoso poder ao vivo. Entre elas ficam os destaques de: “Battlefield”, “Under The Ice”, “Harvest Of Sorrow”, “The Soulforged”, “Punishment Divine” e a bela “And Then There Was Silence”.
Infelizmente, a banda não conseguiu mais manter a perfeição com a formação original nos anos que se seguiram. Em 2004 (ou 2005), o baterista Thomen Stauch anunciou sua saída oficial do grupo, alegando que a banda estava abandonando suas raízes, e que não queria participar disto. Antes de sua saída, a banda lançou uma coletânea ao vivo em 2003 que se intitulava simplesmente “Live (The Bard's Tavern)” e o DVD “Imaginations Through the Looking Glass”, contendo assim, os últimos registros formação original (mas essa é outra história).

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

20 anos atrás


Mr. Big – Lean Into It (1991)

Alcançando o número 15 da lista dos 200 mais vendidos álbuns dos EUA, há 20 anos a banda Mr. Big lança um dos seus melhores discos de sua toda carreira. Com álbuns poderosíssimos, o Lean Into It é para mim o melhor de todos. Se não o melhor, fica empatado com o primeiro autointitulado da banda de 1989.
Este álbum rendeu para a banda, além de muito dinheiro e prestigio uma turnê mundial, onde houve a primeira apresentação no Brasil. Trazendo na bagagem pesos como “Daddy, Brother, Lover, Little”, “Alive And Kickin’ ”, “CDDF - Luck This Time”, Never Say Never”, a belíssima “Just Take My Heart” e “To Be With You” (talvez a música mais famosa deles). Sinceramente, o disco é tão bom que escolher apenas duas out três musicas para reapresentá-lo é complicado demais.
Comemorando seus 20 anos de lançamento, e um clássico absoluto no cenário do Rock, uma lendária banda do Hard Rock, Lean Into It é mais que um álbum indispensável, e sim, uma obrigação para os amantes da música. Se ainda tiver duvidas, escute “Just Take My Heart” minha música preferida deles.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

2011 - Bandas e seus álbuns

Assim como no ano passado, o blog terá uma coluna destinada às bandas e seus álbuns lançados em 2011 que tive o prazer de ouvir. Aqui estar minha opinião, o que é propenso a opiniões bem diferentes. Além dos melhores álbuns, fica também as 10 mais.
Infelizmente neste ano não encontrei nenhum disco para ser classificado como “clássico”, a não serem duas coletâneas (mas ai o patamar é outro). Assim fica mais uma dica minha para encerrar 2011 como os seguintes álbuns.

Clássicos (Nota 10)
Iron Maiden - From Fear To Eternity (Coletânea)
Legião Urbana – Perfil (Coletânea)


Excelentes (Nota 9)
Edguy – Age Of the Joker
House Of the Lords – Big Money
Scorpions - Sting In The Tail
Shakra - Back On Track
Stratovarius – Elysium
Ten – Stormwarning
WhiteSnake - Forevermore


Ótimos (ou Muito Bons, Nota 8)
Bad Habit – Atmosphere
Bonfire – Branded
King Kobra [IV]
Last Autumn’s Dream – Yes
Týr - The Lay of Thrym
Warrant – Rockaholic


Bons (Nota 7)
Michael Monroe - Sensory Overdrive
Rhapsody Of Fire - From Chaos To Eternity


As 10 melhores músicas de 2011
1. Endless Symphony –Ten
2. The Best Is Yet To Come – Scorpions
3. Forevermore – WhiteSnake
4. First To Cry – House Of the Lords
5. Back On Track – Shakra
6. Every Night Without You – Edguy
7. Live Forever – King Kobra
8. Deadly Contradiction - Bonfire
9. I Wanna Be The One – Bad Habit
10. Fairness Justified – Stratovarius